O Melhor da Festa:
idéias & receitas
para receber amigos

Cardápio

Saladas
Rabanetes e azeitonas, repolho irresistível, 9. Rolinhos de acelga, cebolinha verde, 10. Alho-porró em salada, couve-chinesa prensada, 11. Salada de macarrão, feijão branco com alho-porró, colorida, 12. chuchu cristal, inhame com orégano, ice cream nham, cará com molho de si, 14. Queijo e alho, rama de cenoura, 15. Panaché de verduras, trigo em grão à moda da Bia, funcho & Cia, 16. Aipo com maçã, salada marinada, alface e abacate, abacate com wasabi, 17. Tabule eclético, brotos de feijão, brotos de alfafa, picles rápido de pepino, pepino árabe, 18. Tempê e nirá, nirá e tofu, nirá e seitan, 19. Seitan, agrião e molho de cenoura, seitan picante, seitan da Rosinha, 20. Escabeche de seitan, tofukan com cebolinha, 21. Aguê com cebolinha, alga hijiki com tofu, 22. Alga wakame com laranja, 23.
Pastas
Cheiro-verde com misso, pasta de azeitona, berinjela ao alho, maionese de tofu, pasta de inhame, 27. Pasta de cará, de abacate, cogumelos no creme de alho, grão-de-bico com tahine, 28. Banana ao curry, tofu com misso, tofu no misso, 29. Tahine e misso, gergelim com misso, abóbora com manjericão, abóbora com alga wakame, 30. Manteiga de cebola, paneer (queijo fresco), ricota com mostarda à moda da Bia, 31.

Salgadinhos
Canapês, pizzinhas, pizzinhas de banana da Nelly, 87. Pão de queijo da avó do Eduardo, broinhas de inhame, espetinhos, 88. Palitinhos de papoula, rodelas de abobrinha, 89. Quartinhos de jiló, rodinhas de milho, bolinhas de aipim com cebolinhas, bolinhas de cará com azeironas, 90. Bolinhas de arroz gratinadas, bolinhas de arroz com umeboshi, bolinhos de feijão-fradinho, 91. Sushi, 93. Tofu ao curry, aguê, banana com gersal, sementes de abóbora, 94. Mochi, 95. Mochi-azuki, mochi-gergelim, mochi-amendoim, mochi-medicinal, 96.

Pratos principais
Cozido oriental, 38. Creme de arroz, 39. Creme de milho, cuscuz de arroz, arroz com cebola e maçã, 40. Arroz pilaf, arroz com aipo, arroz com ervas, 41. Torta de aipim, torta de batata-doce, churrasco de vegetais, 42. Tempura de vegetais, 43. Yakisoba, tzimmes, 44. Seitan ao molho misso-laranja, strogonoff picante, 45. Cebolas assadas, rabanetes com gergelim, cogumelos alho e óleo, cogumelos shiitake acebolados, 46. Farofa de feijão, roupa-velha à minha moda, 47. Caril de banana, curry de legumes, 48. Dahl, raíta de pepinos, cebola picante, 49.

Peixes
Conserva de atum, salada de atum, sardinha ao molho escabeche, 54. Gefilte fish, 56. Cebiche (peixe marinado), 58.

Molhos:
zen, vinagrete, à campanha, al pesto, 66. Molho de coentro, de sementes de papoula, aux fines herbes, outro de ervas, 67. Molho de gergelim, de tahine e misso, de shoyu e gengibre, 68. Molho de curry, de umeboshi, de limão e umeboshi, agridoce, 69. Molho de alho, de mel, de queijo fresco, 70. Molho de iogurte persa, de alga kombu, de alga nori, 71. Molho de cogumelos, creme azedo de couve-flor, molho raiz-forte, 72. Nabo ralado, molho de nabo e shoyu, molho bechamel, molho de tomate, 73. Maionese de cará, maionese de cenoura, molho b
12, 74.
Bebidas
Quentes: creme de inhame, creme de abóbora, caldo de cebola, creme de cebola, 112. Caldo de aipo, creme de aipo, creme de batata-baroa (batata-salsa, mandioquinha), 113. Creme de pepinos, café cevada, chá cevada, chamam de chocolate, 114. Chá de maçã, chás picantes, banchá com anis, chá verde, 115. Frias: borsht, creme de tzimmes, sangria, 116. Yogi tea, bebida crioula, hidromel, ponche de melancia, 117. Mel de melancia, água de coco, sucos engarrafados, sucos de frutas naturais, 118.

Ressacas
Ameixa salgada umeboshi, 121.

Temperos
Vinagre, mostarda, massala, 62. Pimenta-do-reino, páprica, 63. Gengibre, conserva de gengibre, shoyu, 64. Misso, sal marinho, 65.

Manteiga, 75. Ghee, ou óleo de manteiga, 77. Azeite com azeitonas, azeite de louro, alecrim e tomilho, 78.

Furikake: gersal, 79. Pó de kombu ou nori, shissô-flor, 80. Pó de kombu com shissô e gergelim, shissokko, nori com shissokko, do’a, 81. Pentelhinhos de nabo, tekka, 82.

Doces
Compota de maçã, manteiga de maçã, maçã assada, abacaxi em compota, 103. Ameixa em compota, creme de banana, banana assada na casca, coberturas para frutas, 104. Frutas desidratadas, salada de frutas ao Natural, saladas de frutas bem combinadas, companhias interessantes para frutas, 105. Arroz-doce, outro arroz-doce, majarete, 106. Aipim com calda de chocolate, pudim de leite de coco com cacau, chamam de ambrosia, 107. Conserva de limão, charoset, crocantes de castanha de cajú, 108. Maravilha rápida da Nilza Erikson, improviso total, 109.

 

Psiu! Ei! Foi boa a festa?
Pela cara foi ótima! Com sono? Ah, comeu e bebeu muito? Pode crer, isso cansa... Mas olhe, não vá deitar assim, não! Chupe uma ameixa salgada primeiro, pra não acordar de ressaca... Como? Você não conhece ameixa salgada? A famosa umeboshi dos japoneses? Pois olhe, é uma coisa que só poderia estar no bolsinho do colete quando Ele criou o mundo. Depois de colocar tudo nos devidos lugares inventou a umeboshi e guardou, pensando que, em último caso, se a coisa desse muita dor de cabeça...

Umeboshi

Milagrosa. Sem exagero. Resolve tudo: dor de cabeça, excesso de comida, excesso de bebida, diarréia, prisão de ventre, enjôo, gases, ressaca, mau hálito, gripe, resfriado, indisposições da gravidez, infecções intestinais, calos, cortes, mordidas de bicho, cansaço, arroz vários dias fora da geladeira, água não muito pura e sabe lá Ele o que mais. Manja aquela malinha de remédios que a mãe da gente levava sempre que ia viajar? Pois algumas ameixinhas resolvem a maior parte das ocorrências. É só chupar, ou seja, deixar a ameixa dissolver lentamente na boca, e ir engolindo aquela saliva salgadinha; no final, mastigar o bagaço e cuspir o caroço. Ou então, desmanchar numa xícara de banchá bem quente e tomar aos golinhos, salivando bem.

Como é que uma coisinha tão prosaica tem efeitos tão maravilhosos? Simples: umeboshi é a combinação perfeita de ácido e alcalino, e é desse equilíbrio que depende o nosso bem-estar. O ácido está no alto grau de ácido cítrico da ume, frutinha que não serve para comer exatamente por ser tão ácida; o alcalino está no sal marinho que se mistura à ume ainda verde para fazer conserva, pondo um peso por cima e deixando soltar um caldo no qual ela vai ficar por mais de um ano. A cor avermelhada vem das folhas de shissô, de que já falamos neste livro. Pois bem, o ácido da umeboshi neutraliza sintomas causados por excesso de sal ou produtos animais; o alcalino do sal, amadurecido pelo tempo e pela combinação com o ácido, neutraliza fatores nocivos do sangue causados por álcool, açúcar, toxinas. Seu poder é tão grande que dez gramas de umeboshi anulam a acidez provocada por cem gramas de açúcar.

É anti-séptica, contém substâncias antibióticas confirmadas por centenas de pesquisas científicas; destrói os germes da disenteria instantaneamente e age também sobre as bactérias da tuberculose. Ainda por cima, nutre - tem duas vezes mais proteínas, minerais e gorduras do que qualquer outra fruta, principalmente cálcio, ferro, fósforo, ácido cítrico e ácido fosfórico.

Evita a fadiga, geralmente causada por um acúmulo de ácidos que não são metabolizados logo pelo organismo devido a uma alimetação inadequada e à vida sedentária, que faz com que a gente absorva pouco oxigênio. A acidez na corrente sanguínea nos deixa mais suscetíveis a doenças infecciosas, hepáticas e do envelhecimento. A umeboshi, então - quem mais? - fornece as substâncias necessárias à neutralização desse excesso de ácidos. E pela mesma razão combate radicais livres, retardando o envelhecimento. Tem mais: promove a desintoxicação, na medida em que facilita o metabolismo, e assim ajuda o fígado e os rins a funcionarem melhor.

É baratíssima! A maioria das lojas japonesas e naturais tem a conserva pronta para vender. Um único senão: a conserva só está boa para comer depois de um ano e meio curtindo. Por isso o produto comercial pode não ser tão recomendável, uma vez que o sal não foi trabalhado pelo tempo e o ácido também não. Que fazer? Comprar bastante e deixar um ano em casa, ora essa. E até lá, usar com moderação.

Contra-indicações: para hipertensos e crianças abaixo de três anos, que não devem consumir sal. A solução, aí, é carbonizar a umeboshi, espetando num garfo e pondo na chama do fogão, para depois pulverizar esse carvãozinho. Dessa forma se neutraliza o sal. O efeito é semelhante ao do carvão ativado que se compra em farmácias e que absorve gases, odores e substâncias químicas, sendo por isso útil em caso de overdoses de qualquer tipo. Tomar com banchá.

Para pessoas que não tenham hipertensão a dose é uma ameixa por dia, quando for necessário. Que nem muleta. Senão vicia, não na ameixa, mas na suposta impunidade de comer e beber sem prestar atenção, e aí chega uma hora em que nem a ameixa faz mais efeito.

Em circunstâncias de muita acidez no estômago, meia ameixa no banchá à noite, ao deitar, e novamente de manhã, em jejum. A mesma coisa para prevenir problemas de estômago quando, por azar, for necessário tomar antibióticos (pois você sabe que eles acabam com o sistema imunológico, não sabe?).

E pra não dizer que o caroço é inútil, colecione os caroços. Quando tiver um vidro cheio quebre a casca, ponha a sementinha que fica lá dentro no forno, deixe tostar um bocadinho, moa e use como furikake, por cima do arroz ou de outra coisa.

 

O MELHOR DA FESTA

136 páginas
18,5 x 21 cm
ilustrado

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